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Campanha do HU-UFMA alerta para o uso racional de medicamentos

Segurança

Campanha do HU-UFMA alerta para o uso racional de medicamentos

Ação esclarece sobre os riscos da automedicação e do descarte inadequado de medicamentos

São Luís (MA) – Quem nunca sentiu uma dor de cabeça e ingeriu um medicamento que já estava guardado há algum tempo? Ou recebeu a indicação de um amigo sobre um remédio milagroso e se automedicou? É difícil encontrar alguém que responda negativamente a essas perguntas. Não é à toa que o dia 5 de maio foi instituído como o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos.   

Para marcar a data, o Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA), vinculado à Rede Ebserh, realizou nesta terça-feira, 8, uma campanha que tem dois objetivos principais: orientar a população quanto aos riscos da automedicação e alertar para o descarte inadequado de medicamentos.

Profissionais das Unidades de Farmácia Adulto, de Farmácia Clínica, de Farmácia Materno Infantil e do Setor de Vigilância em Saúde percorreram as recepções das unidades hospitalares e anexos do HU-UFMA, distribuindo folders informativos para esclarecer dúvidas dos pacientes que aguardavam por atendimento. Em outra ação, estudantes do curso de Farmácia da UFMA que fazem parte do Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM) promoveram dinâmicas para alertar os usuários sobre a temática.

A chefe do Setor de Farmácia, Iara Nogueira, ressalta a importância da campanha para esclarecer a sociedade sobre os riscos do uso indiscriminado e as alternativas corretas do descarte de medicamentos. “É necessário usar os medicamentos conforme a prescrição médica, seguindo o tempo de tratamento, as doses e os horários recomendados. A automedicação pode mascarar os sintomas de doenças graves, retardando o diagnóstico precoce e o tratamento correto”.

Segundo a farmacêutica, os medicamentos contêm substâncias que podem ser tóxicas quando vencidos. “Por isso descartar em locais impróprios, como lixo ou na rede de esgoto, não é uma solução adequada, pois podem contaminar a água e o solo”, enfatiza. Dados do Ministério da Saúde apontam que os danos causados por medicamentos, além de graves, custam R$ 60 bilhões ao ano para o Sistema Único de Saúde – SUS 

O pintor João Milton da Silva, 37, que aguardava atendimento no Ambulatório de Cardiologia, disse desconhecer que os medicamentos descartados no lixo comum poderiam fazer mal a saúde das pessoas. “Tenho muitos remédios guardados em casa e agora já sei que não posso jogar fora de qualquer jeito. Que bom que estão vindo até nós para nos informar de algo tão importante. Às vezes não temos noção de alguns riscos que corremos, como é o caso também de tomar um remédio só porque fez bem para um amigo ou familiar”.

Nesta quarta-feira, 9, ainda como parte da campanha, o HU-UFMA fez o lançamento do Protocolo de Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos. O documento integra a meta 3 do Plano de Segurança do Paciente lançado pelo Ministério da Saúde.

Construído coletivamente com profissionais de diversos serviços, entre eles, o Setor da Farmácia, da Divisão de Enfermagem e do Setor de Vigilância em Saúde, o protocolo contém orientações e exigências de como fazer uma prescrição segura. “Também destaca quais os elementos que não podem faltar para evitar que o medicamento seja prescrito de forma errada. São orientações que na verdade funcionam como barreiras de segurança”, explica a farmacêutica Iara Nogueira.

Sobre a Ebserh

Desde janeiro de 2013, o HU-UFMA é filiado à Rede Ebserh, instituição vinculada ao Ministério da Educação (MEC) que administra atualmente 40 hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.

A empresa, criada em dezembro de 2011, também é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações em todas as unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.

Com informações do HU-UFMA